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Sexta, 19 Julho 2013 06:20

Programa "Mais Médicos", sinal de autoritarismo

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As mobilizações de mais de um milhão de pessoas trouxeram, além do alento à possiblidade do Povo manifestar a sua insatisfação com a prestação de serviços públicos como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana e o aumento da inflação. Trouxe também à tona uma face negra do governo federal, da presidente Dilma, que sem atender às demandas da população, mostrou se capaz de fazer ingerência  nas mais diversas áreas da sociedade.

Depois da malfadada proposta de convocar uma Assembleia Constituinte de caráter exclusivo, propôs um plebiscito para a reforma política, com manifesta ingerência sobre o poder legislativo. Por fim propôs interferir na gestão das universidades, na definição de curriculum médico, tentou influenciar diretamente na formação dos médicos brasileiros e na importação de médicos, como se o problema da saúde se reduzisse a mero quantitativo de profissionais.

Diante dos clamores da população por melhorias na saúde, que vai de infraestrutura hospitalar, medicamentos, equipamentos médicos e profissionais, a presidente Dilma responde com um esdrúxulo e controvertido programa Mais Médicos, que além de importar médicos, com forte tônica ideológica, quer obrigar a todos os estudantes de medicina, de universidades públicas ou privadas, a passar dois anos trabalhando para o SUS como precondição para receber o diploma.

Os erros cometidos vão de primeiramente propor uma mudança de regras no processo de formação de profissionais de uma área tão complexa quanto a saúde, segundo, sem envolver profissionais, academia e usuários, chegam à beira do autoritarismo. A sociedade e os profissionais da área não admitem uma imposição tão descarada e prepotente.

Mais do que nunca a democracia exige tempo e discussão com a população, com os profissionais e as entidades do setor. Toda imposição sem debate deixa visível que se busca soluções parciais e unidirecionadas a interesses, no mínimo, suspeitos, para não dizer escusos. As consequências poderão ser as mais diversas, desde a desmotivação para ingresso de novos estudantes na área, em que o governo define sem discutir com o setor, de forma autoritária, até a falta de liberdade e autonomia das universidades em avaliar as modificações do currículo médico.

Outro erro do governo Dilma está em impor para todos os estudantes de medicina, das escolas públicas e privadas, prestar serviços públicos por dois anos, como critério para receber o diploma.

Em plena democracia permitir que o Estado tenha o poder de interferir na escolha de como empregar seu conhecimento é negar o livre exercício profissional ao cidadão. Imagine se isso se estende às outras áreas profissionais, como economia, advocacia, engenharia e outras, que tivessem de prestar serviços às áreas públicas, como critério para ser diplomado.

Imagine, se o povo pede saúde, o governo impõe estes absurdos para os médicos. Daqui a pouco, diante do pedido de melhorias na educação, o governo poderá exigir que áreas de humanas e exatas prestassem serviços nas escolas públicas. Se o povo pede melhoria na segurança pública, o governo poderá exigir que o cidadão preste serviços militares, para suprir a necessidade de profissionais da área. Isso acabaria por desenhar uma formação universitária sem liberdade de escolha para o exercício profissional.

A proposta pragmática, mas sem profundidade reflexiva, do governo Dilma, lembra o autoritarismo dos regimes centralizadores que já se mostraram ineficientes na gestão de uma sociedade democrática e livre.

Toda esta situação tem como motivo impulsionador o crescimento da inflação, o baixo crescimento econômico, resultante de erros na condução da politica econômica e na gestão flácida e autofágica do governo do PT. Pois o governo, na preocupação excessiva de manter a base política, não teve a prudência de evitar o aumento de gastos com a máquina pública, como o aumento de ministérios, enquanto os países desenvolvidos têm em média de 15 a 20 ministérios. Segundo estudo do historiador britânico Cyril Northcote Parkinson, desde os anos 1950, define como 'coeficiente da ineficiência' de um governo está no limite próximo de 20 ministros, hoje o Brasil já está com 40 ministérios. Ai se justifica tanta ineficiência administrativa e o alto custo financeiro para a sociedade.

Conclusão: a sociedade brasileira não aceita, nem permite que a presidente Dilma de forma centralizadora, interfira nas esferas privadas, autoritariamente, mesmo porque a ineficiência na gestão da coisa pública testemunha contra ela, neste momento que a crise econômica, tida como uma marolinha, pelo seu antecessor, começa a colocar em risco as grandes conquista do Plano Real: estabilidade econômica, controle fiscal e da inflação.

JV Damasceno / 16 07 2013

Assessoria Parlamentar

Deputado Paulo Abi-Ackel

PSDB

Lida 9461 vezes Última modificação em Quarta, 04 Dezembro 2013 05:40
Ivagner

Formado em Ciências Contábeis pela FACE-UFMG, Pós-graduado em Marketing e em Consultoria Empresarial, com especialização em Marketing de Varejo pela Youngstown University de Ohio – FIA/SP. Mestrando em Comércio Internacional.

Profissional com grande experiência em empresas como Volkswagen do Brasil, Localiza, Banco Crefisul, Grupo BMG. Há 15 anos consultor em organizações como AssoHonda, Arezzo, Correios, Jornal Estado de Minas, Banco Pottencial, RM Sistemas e de outras 140 empresas dos mais variados portes e segmentos.

Instrutor do SEBRAE, TELEMAR, CEMIG, FIEMG, Fundação UNIMED e Caixa Econômica Federal, dentre outras.

Professor de Marketing em diversas faculdades no Brasil e convidado da Fundação Dom Cabral, Ibmec, Fundação Getúlio Vargas e da University of Tennessee at Martin (etapa Brasil).

Diretor da Criativa Marketing & Solutions.

ivagner@criativamarketing.com.br

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