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Terça, 21 Maio 2013 21:34

Negócio próprio cresce e prospera no Brasil

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Estudo do governo mostra evolução da formalização e seus reflexos na renda de empregados e empregadores em 10 anos.

Reprovado numa mat√©ria no curso de engenharia, Guilherme Lima, de 25 anos, foi impedido pelos pais de viajar com a fam√≠lia para o exterior. O castigo, por√©m, foi um passo importante para que o rapaz se tornasse um empres√°rio respons√°vel: como queria muito passear fora do pa√≠s, ele come√ßou a vender travessas de p√£o de queijo feitas pela m√£e. O neg√≥cio prosperou e lhe rendeu dinheiro suficiente para conhecer a Austr√°lia. De volta ao Brasil, decidiu abrir o pr√≥prio neg√≥cio, mas formalizado. ‚ÄúConvidei alguns amigos e, em dezembro de 2010, compramos uma pequena f√°brica de p√£o de queijo. De l√° para c√°, multiplicamos a produ√ß√£o por 10. O n√ļmero de colaboradores subiu de dois para nove.‚ÄĚ

Da venda informal da iguaria preparada pela m√£e √† comercializa√ß√£o em grande escala em sua empresa formalizada, Guilherme ilustra bem um relat√≥rio divulgado ontem pela Secretaria de Assuntos Estrat√©gicos (SAE) da Uni√£o. A pesquisa ‚ÄúVozes da nova classe m√©dia‚ÄĚ mostrou que a taxa de formaliza√ß√£o do pequeno empreendedor ‚Äď quem emprega no m√°ximo 10 pessoas ou trabalha por conta pr√≥pria ‚Äď e de seus empregados subiu de 20%, em 2001, para 28% em 2011. A melhor not√≠cia, no entanto, est√° na evolu√ß√£o da remunera√ß√£o: o estudo apurou que a formaliza√ß√£o permite tanto ao empregador quanto ao empregado um sal√°rio maior que o dos informais.

Os pequenos empreendedores formais ganham em média R$ 2.615,00 por mês. Já os informais, menos da metade:
R$ 1.028,00. Da mesma forma, os empregados contratados por pequenos empreendedores formais recebem mais do que os trabalhadores informais: R$ 1.035,00 contra R$ 691. A formaliza√ß√£o traz ainda outros benef√≠cios, como maior possibilidade de alcan√ßar novos mercados. Guilherme e seus s√≥cios ‚Äď Felipe Dolabela e Thiago Marques, ambos de 25 anos ‚Äď j√° vendem parte da produ√ß√£o do p√£o de queijo Seu Ninico para o Rio de Janeiro. E eles est√£o em busca de outras pra√ßas.

‚ÄúAt√© o fim do ano, queremos elevar a produ√ß√£o, das atuais 16 toneladas por m√™s, para 32 toneladas mensais‚ÄĚ, conta Guilherme. Provavelmente, eles ter√£o de contratar mais empregados. Ali√°s, o estudo ‚ÄúVozes da nova classe m√©dia‚ÄĚ revelou que 6 milh√Ķes dos 15 milh√Ķes de postos de trabalho abertos no pa√≠s, de 2001 a 2011, foram gerados por pequenos empreendedores. A categoria, atualmente, emprega 40% dos trabalhadores brasileiros (37 milh√Ķes de um total de 92 milh√Ķes) e paga o correspondente a 39% da massa salarial do pa√≠s.

Esse √≠ndice representa uma cifra anual de R$ 500 bilh√Ķes (US$ 282 bilh√Ķes ) ‚Äď maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) de alguns pa√≠ses, como o do Chile (US$ 248 bilh√Ķes), cuja economia √© a que mais cresce na Am√©rica do Sul. Os pequenos empreendedores e seus empregados ajudaram na queda da desigualdade da renda no Brasil. Para se ter ideia, a pesquisa constatou que o sal√°rio dos empregadores teve um crescimento anual, de 2001 a 2011, de 0,6%, enquanto a remunera√ß√£o de seus empregados e a dos trabalhadores por conta pr√≥pria subiu a uma taxa acima de 2% em cada exerc√≠cio.

‚ÄúN√£o por acaso a procentagem de empregados dos pequenos empreendedores que pertencia √† classe baixa foi reduzida √† metade de sua posi√ß√£o inicial, passando de 36% em 2001 para 17% em 2011. O resultado disso √© que, hoje, quase dois ter√ßos dos empregados dos pequenos empreendedores j√° integram a classe m√©dia‚ÄĚ, informou o relat√≥rio do governo. Mais do que reduzir a desigualdade de renda, os pequenos empreendedores ajudaram no avan√ßo da chamada nova classe m√©dia brasileira. Hoje, 49% dos pequenos empreendedores pertencem √† classe m√©dia, um aumento de oito pontos percentuais em rela√ß√£o a 2001.

A expansão da classe média só não foi mais acentuada porque parte dela migrou para a classe alta, cuja participação entre pequenos empreendedores subiu de 20% para 30%. Em decorrência desses dois resultados, a classe baixa caiu 18 pontos percentuais, de 39% para 21%. Apenas a título de esclarecimento, a SAE considera integrantes da classe baixa as pessoas em domicílio com renda per capita inferior a R$ 291. Desse total até R$ 1.019,00, como classe média. Acima disso, classe alta.

A jovem Jade Ananda Ribeiro, de 27, tamb√©m contribuiu para a altera√ß√£o na pir√Ęmide de renda do pa√≠s. H√° dois anos e meio, ela abriu duas lojas especializadas na venda de flores e empregou cinco pessoas. Seu faturamento vai bem: ‚ÄúEsperamos crescer 12% em 2013, mais 15% em 2014 e outros 18% em 2015. Mas √© preciso ter perfil de ir para frente e fazer acontecer. Tem de ter tino. Do contr√°rio, √© melhor ser empregado.‚ÄĚ

√Č bom ressaltar, por√©m, que o crescimento do total de postos de trabalho no mercado de pequenos empreendedores (6 milh√Ķes de vagas) ocorreu mais em raz√£o do salto no n√ļmero de empregados por empreendimento, cuja m√©dia passou de 4,8 funcion√°rios, em 2001, para 6,4 em 2011, do que pela abertura de firmas. Para se ter ideia, foram 4 milh√Ķes de empregados a mais ao longo da d√©cada passada. Os outros 2 milh√Ķes s√£o pessoas que passaram a trabalhar por conta pr√≥pria, o que leva √† conclus√£o de que houve queda entre os empregadores com at√© 10 funcion√°rios. Esse recuo foi de 2,8 milh√Ķes para 2,68 milh√Ķes de pessoas.

Queda

Diante disso, o relat√≥rio constatou que a participa√ß√£o dos pequenos empreendedores na chamada for√ßa de trabalho brasileira declinou de 26%, em 2001, para 24% em 2011. Por sua vez, os 4 milh√Ķes de novos empregados em pequenos empreendimentos elevaram a participa√ß√£o desse universo na for√ßa de trabalho de 14% para 16% no mesmo per√≠odo. A redu√ß√£o no n√ļmero de empregadores em pequenos empreendimentos n√£o prejudicou o Brasil no ranking mundial de empreendedorismo. No restante do mundo, 3,9% da for√ßa de trabalho √© formada por empregadores. No Brasil, esse √≠ndice √© de 4,3%. J√° os trabalhadores por conta pr√≥pria correspondem a 19,5% no restante do planeta. No Brasil, s√£o 20,5%.
O ex-comerciante Reginaldo Costa Silva, 38 anos, faz parte dessa estat√≠stica. Em 2010, ele decidiu fechar sua empresa, que empregava quase uma dezena de pessoas, e passou a trabalhar por conta pr√≥pria. ‚ÄúMeu lucro cresceu 50%. Mas o que me levou a fazer isso foi a qualidade de vida. Hoje, minha carga de trabalho √© bem menor, o que me permite mais tempo junto √† minha filha.‚ÄĚ


Por Paulo Hnerique Lobato | Estado de Minas | 30/04/2013

Artigo produzido e publicado no site por Ana Cláudia Inez - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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