Com 24 anos de atuação no mercado de Belo Horizonte, a Criativa mapeia oportunidades para melhoria organizacional em áreas como marketing, vendas e serviços para que sua empresa atinga os melhores resultados. Clique e saiba mais
Interim Manager (Gestor Temporário de Projetos) Planejamento e Gerenciamento de Marketing Business Intelligence (BI) para área e equipes de vendas Consultoria em Gestão do Relacionamento com Clientes (CRM) Consultoria em Gestão de Call Center e Telemarketing Treinamentos e Cursos Executivos
Sábado, 18 Maio 2013 09:21

Olhar sobre a beleza

Escrito por 
Avalie este item
(0 votos)

Inspirado em anúncio, em convida mulheres para serem desenhadas a partir da própria descrição e de outra pessoa. resultado: elas acham que se veem menos belas do que são.

Mulheres, façam um teste: se olhem no espelho. O que enxergam? A resposta provavelmente será: “Vejo rugas, um cabelo que precisa ser pintado com urgência, algumas espinhas, manchas, nariz um pouco grande ou torto, fios demais nas sobrancelhas, uma gordurinha na barriga que não sai com exercícios, estrias eternas…”. Depois, pergunte a um amigo, parente, vizinho como ele (ou ela) a vê. As rugas talvez serão imperceptíveis, o cabelo é perfeito para tornear o seu rosto, o sorriso será tão marcante quanto o olhar. Elas são mais bonitas do que se julgam ser.

A preocupação excessiva com a beleza tem deixado as mulheres com a autoestima em baixa. Para mostrar como elas se sentem em relação a si mesmas, o Estado de Minas convidou duas mulheres para passar por uma experiência: serem interrogadas por um desenhista. Cada uma delas, tão diferentes, se sentou e, sem saber o que ia acontecer, começou a se descrever. Olhos, nariz, marcas de expressão, boca, testa, sobrancelhas, orelhas, pele… Uma característica e o traço do artista dava formas a um rosto para ele desconhecido. Hora depois, elas trocaram de lugar com uma pessoa que ia descrevê-las. E o que julgavam ser grandes defeitos não passavam de detalhes aos olhos do outro.

Na semana passada, a marca de cosméticos Dove divulgou a experiência que fez com sete mulheres nos Estados Unidos e que inspirou a reportagem do EM. O vídeo, de seis minutos, rodou o mundo. Em duas semanas foi visto 34 milhões de vezes no YouTube e recebeu milhares de curtidas no Facebook. Elas foram desenhadas por um artista forense que atuou na polícia americana e foi treinado pelo FBI para fazer retratos falados. Todas elas se surpreenderam com o resultado, como se descreveram pior que a realidade. Aqui não foi diferente.

Kátia Almeida Signorini tem 52 anos. Secretária executiva aposentada, se acha bonita e está feliz consigo mesma, mas se sente cobrada demais pela sociedade para que melhore a aparência. Para ser desenhada, Kátia teve dificuldades em dar detalhes sobre seu rosto. Disse que o rosto é mais cheio que o real, as rugas nos olhos ficaram mais visíveis, os cabelos nem soube bem descrever. Aos olhos de uma jornalista do EM que acabara de conhecer, poucas rugas, aparência mais jovem e um olhar expressivo.
No fim, ficou surpresa. “Realcei demais o que acho que é defeito, mas não é. Ainda estou incrédula”, disse ao ver as duas imagens. Kátia contou que a questão da beleza marca sua vida. As amigas a presenteiam com cremes antirrugas e sempre incentivam para que faça aplicações de botox, procedimentos para emagrecer, dietas. Mas ela simplesmente se sente bem como está. “Incomoda-me as pessoas não valorizarem minha personalidade. Nada vale? Só a aparência vale? Isso me deprime um pouco”, contou dizendo ainda que o reflexo é um isolamento social. “Deixo de sair, de ir ao clube para que não me julguem se engordei ou como estou. Eu me isolo.” Mas depois de ver os desenhos, se sentiu melhor, mais confiante.

AUTOESTIMA - Anna Carolina Quaresma Mascarenhas Ribeiro tem 25 anos. Advogada, mãe de um menino de 4 anos, está sempre querendo melhorar a aparência. O formato do nariz a incomoda, a ponto de planejar uma cirurgia plástica. Acha que tem olheiras, que poderia ser mais magra e o quesito beleza ocupa boa parte das consultas à terapeuta. “A mulher quer sempre mais e mais, gasta mais do que deveria para ficar bonita e se submete a cirurgias sem necessidade. Acho-me totalmente presa a essa cultura”, disse.
Para se libertar um pouco, contou que vai uma vez por semana para o escritório sem maquiagem. “É muito sacrifício. Eu me escondo, não quero ver ninguém.” E a tendência, conta, é ficar com a autoestima em baixa. “Minha mãe se acha linda e está feliz com ela mesma. Vejo que ela está certa, as pessoas que não se prendem são mais felizes.” No desenho feito a partir da sua descrição, realçou o nariz, do qual não gosta, os cabelos perderam a graça e o resultado foi uma mulher mais triste. A partir do olhar de uma outra pessoa, Anna Carolina ganhou vida, cabelos marcantes e um ar de mulher forte. Da experiência, saiu renovada. “Vou repensar tudo agora. Acho que sou mais bonita do que realmente me vejo.”


Por Carolina Lenoir | Estado de Minas | 09/12/2013

Artigo produzido e publicado no site por Ana Cláudia Inez - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Lida 1440 vezes

Itens relacionados (por tag)

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

document, file, find, search, text, view icon Artigos
Referências para os nossos trabalhos de pesquisa.
female, friends, group, male, users icon CRM
As melhores soluções e tecnologias para Gestão do Relacionamento com Clientes
blog, edit, note, write icon Colabore
Participe com publicações e ideias e seja um co-autor deste site

Catálogo de Serviços

Clique para ver em tela cheia

Criativa no Facebook

Receba News

Videos e Palestras

videos

Slides e Apresentações


slides

Livro: Marketing para Finanças

Voluntariado


voluntariado

Acesso

Faça seu login e participe!