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Terça, 14 Maio 2013 19:29

Trabalhadores que recebem acima de R$ 1.503 já são incluídos na classe A

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Par√Ęmetros adotados pelo governo abaixam a renda. Classifica√ß√£o n√£o reflete a realidade e institutos seguem outras f√≥rmulas.

F√°dua Pinheiro Barcelos √© professora de hist√≥ria e trabalha como gerente no condom√≠nio de 800 apartamentos onde mora. Sua jornada √© de 10 horas por dia. Com isso, ela consegue rendimentos de R$ 2,3 mil. Ec√īnomica, tem um pequeno apartamento quitado no Bairro Tupi, na Regi√£o Norte de Belo Horizonte. E tamb√©m um carro 1.0, ano 2012, que comprou em 48 vezes de R$ 486. Mesmo assim, pelos crit√©rios de classifica√ß√£o de classes sociais no pa√≠s, F√°dua √© quase rica. Mas a classifica√ß√£o, que reflete as estat√≠sticas do governo e do mercado, n√£o condiz com a realidade cotidiana dos brasileiros.

‚ÄúN√£o me considero rica. Me considero doida por trabalhar 10 horas por dia para ganhar t√£o pouco‚ÄĚ, afirma F√°dua Barcelos. A nova proposta da Secretaria de Assuntos Estrat√©gicos (SAE), da Presid√™ncia da Rep√ļblica, para a determina√ß√£o das classes sociais no pa√≠s p√Ķe a professora no seleto grupo que fica entre a baixa classe alta e a alta classe alta brasileira, formada por pessoas que ganham individualmente entre R$ 1.503 e R$ 4.687. Pelos crit√©rios do Instituto Data Popular, especializado nos novos consumidores brasileiros, a professora tamb√©m faz parte da classe alta, quando a renda individual √© levada em conta.

O professor de Economia da Unicamp e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econ√īmica e Aplicada (Ipea) M√°rcio Pochmann diz que a defasagem entre a estat√≠stica e a pr√°tica pode ser explicada pela forma como os dados s√£o coletados nas pesquisas. De acordo com ele, de maneira geral os levantamentos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE) para retratar a renda no Brasil levam em conta apenas o rendimento vinculado ao trabalho de modo geral, o que representa somente 46% da renda nacional.

‚ÄúEssas pesquisas n√£o conseguem obter informa√ß√Ķes plenas relativas a ganhos financeiros, renda com alugu√©is, t√≠tulos financeiros, renda empresarial. Esse tipo de informa√ß√£o n√£o entra nas pesquisas. Existe uma subinforma√ß√£o sobre a renda no Brasil‚ÄĚ, sustenta. De acordo com ele, as consultorias que atuam no setor privado usam o crit√©rio de renda familiar ou per capita e, com base na remunera√ß√£o dos indiv√≠duos, estabelecem o que denominam de classes sociais. ‚ÄúIdentificar um determinado n√≠vel de renda ajuda as empresas a entender a qual tipo de mercado seus produtos atendem. Essas classifica√ß√Ķes mercadol√≥gicas s√£o importantes para o setor privado‚ÄĚ, observa.

Encaixe perfeito

O problema √© que as refer√™ncias acabaram sendo apropropriadas por institui√ß√Ķes ligadas ao governo, como o pr√≥prio Ipea e a Funda√ß√£o Getulio Vargas (FGV), que a partir de informa√ß√Ķes colhidas pelo IBGE fazem a sua pr√≥pria classifica√ß√£o de classe econ√īmica e social, definindo quanto ganham ricos, pobres e remediados no pa√≠s.

Para definir melhor o perfil do consumidor, a Associa√ß√£o Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep) criou o Crit√©rio de Classifica√ß√£o Econ√īmica Brasil (CCEB), usado pelos institutos de pesquisa que s√£o seus associados. Al√©m da remunera√ß√£o, esse crit√©rio est√° baseado num sistema de pontos que leva em conta a posse de itens ou contrata√ß√£o de servi√ßos (TV, r√°dio, banheiro, autom√≥vel, empregada mensalista, m√°quina de lavar etc.) e o grau de instru√ß√£o do chefe da fam√≠lia. De acordo com o CCEB, uma fam√≠lia da classe A tem renda m√©dia bruta de R$ 9.263. J√° uma fam√≠lia da classe B1 tem renda mensal de R$ 5.241, a da B2 ganha R$ 2.674, da C1 R$ 1.685, a C2 R$ 1.147 e da D/E, R$ 776.

A classifica√ß√£o atual j√° n√£o √© aceita por parte dos pesquisadores brasileiros, que instauraram um debate sobre o assunto no pa√≠s. ‚ÄúAs pesquisas baseadas na renda do brasileiro apontam para um n√≠vel de rendimento muito baixo. Antes havia trabalhadores que eram pobres e que agora, por v√°rias raz√Ķes, como a expans√£o do emprego e do sal√°rio m√≠nimo, tiveram a renda melhorada. Houve um alargamento das classes sociais, mas esses trabalhadores n√£o mudaram de classe social por isso‚ÄĚ, defende Pochmann.

Por Zulmira Furbino | Estado de Minas | 11/05/2013

Artigo produzido e publicado no site por Ana Cláudia Inez - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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