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Terça, 14 Maio 2013 19:14

Trainees querem mais feedback nos processos

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Porta de entrada para profissionais recém-saídos da universidade em grandes empresas, os programas de trainee atraem milhares de jovens, que participam de longas seleções com diversas etapas e testes.

Adequar os processos para conseguir as pessoas certas é um dos maiores desafios das companhias - e uma experiência ruim pode prejudicar sua imagem junto aos profissionais que quer atingir.

Um levantamento da consultoria Seja Trainee, que auxilia jovens a entrar no mercado de trabalho, com 380 finalistas em programas de grandes empresas, mapeou o perfil do candidato e suas principais reclamações em relação aos processos. O estudo mostra que os recém-formados estão mais interessados em possibilidades de desenvolvimento de carreira do que em remuneração. A vontade de melhorar sempre, mesmo que seja para saber como acertar da próxima vez, também explica a maior insatisfação em relação aos programas: a falta de feedback por parte das organizações.

"Os salários de trainee estão inflados para atrair os melhores profissionais, mas não é isso o que eles mais valorizam. Os jovens querem uma empresa que vá investir neles", afirma o sócio da Seja Trainee, Kleber Piedade. Segundo a pesquisa, dentre as características dos processos mais cobiçados estão treinamentos (escolhidos por 61% dos participantes), a possibilidade de fazer "job rotation", ou seja, passar por diferentes áreas na empresa (54%), e a oportunidade de ter um acompanhamento em relação à carreira e de se relacionar com superiores por meio de programas de coaching e mentoring (52%).

Isabella Movizzo, formada em administração com ênfase em marketing, privilegiou esses aspectos na hora de decidir em quais processos se inscreveria. "A empresa precisa mostrar interesse em desenvolver você", afirma a jovem de 22 anos. Ela participou de cinco programas, chegou ao fim de um deles, mas não foi selecionada. Agora que já conhece a dinâmica, decidiu que tentará só dois deles no ano que vem.

A maior crítica de Isabella em relação à seleção é a falta de feedback e de comunicação. Em um dos processos, ela primeiramente foi informada de que ainda estava no páreo, e depois nunca mais recebeu resposta. "É muito chato se sentir esquecida. Se não fosse uma empresa que eu quisesse muito, não tentaria de novo", diz. Em outro, de um banco, ela não gostou do fato de eles terem "segurado" muitos candidatos para uma vaga só - o que a fez perceber que não se identificava com a empresa e que não tentaria novamente conquistar a vaga.

Cerca de 70% dos participantes da pesquisa da Seja Trainee se dizem insatisfeitos com a falta de resposta dada pelas empresas sobre as razões de terem sido escolhidos ou não para uma próxima etapa. "Não dá para esperar um feedback quando ainda existem muitos candidatos. Quando chegamos até o fim, no entanto, a empresa deveria fazer isso", diz Isabella.

Para Piedade, é comum que os jovens se inscrevam em vários programas como forma de aprendizado. Outra grande fonte de insatisfação são os casos em que a empresa não cumpre prazos - 56% dos jovens reclamam do tempo de resposta entre etapas. "Muitas vezes são até problemas de comunicação. Mas as empresas têm que entender que elas estão gerenciando a ansiedade dos candidatos". Outra falha das companhias é criar programas de trainee apenas para atrair talentos, mas sem um plano adequado de desenvolvimento após a contratação. Com as expectativas dos profissionais frustradas, a imagem da organização tende a ficar comprometida.

O resultado desses "tropeços" nos processos seletivos pode ser o desgaste da imagem da empresa entre os jovens, responsáveis por propagar essa insatisfação a amigos e para seus contatos em redes sociais. "Hoje, o programa de trainee é um investimento da empresa em marca. Se não for bem feito 'queima o filme' com os candidatos", diz Piedade. "Se um jovem tem uma experiência ruim no início da carreira, isso pode influenciá-lo até como consumidor".

Por Letícia Arcoverde | Valor | 08/04/2013

Artigo produzido e publicado no site por Ana Cláudia Inez - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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