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Terça, 16 Abril 2013 21:21

É possível convencer o chefe de que ele está errado?

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A melhor maneira de contornar os problemas é fazendo com que todos se sentem com o objetivo de expor claramente o que aconteceu, numa conversa aberta e clara, sem agressão. A maneira certa de atacar problemas desse tipo é concentrar a discussão nos resultados.

1 - Percebo que certos empresários têm muita dificuldade em aceitar seus erros. Isso dificulta a vida dos que trabalham subordinados diretamente a eles — mesmo os que são contratados para realizar mudanças. Qual o método mais eficiente para coletar e apresentar as deficiências de gestão nesse caso? Jonathan Adolares, Belo Horizonte

As pessoas não são fáceis. e o bom relacionamento entre nós — seja no trabalho, seja fora dele — nem sempre acontece sem esforço. Alguns reagem positivamente a críticas, mas outros, como você menciona, não as aceitam muito bem. Os que não gostam de ouvir algo diferente do que pensam tomam, em geral, o comentário como ofensa pessoal. E, ao insistir nesse comportamento, vários empresários quebram. A verdade é que não há como eliminar totalmente a resistência nesses casos porque se trata de uma característica do ser humano.

É possível, no entanto, aumentar bastante suas chances de vencer a resistência se você se esquecer momentaneamente dos meios e concentrar seu discurso nos fins. Explico: em geral, é mais difícil que alguém ceda a comentários negativos sobre o jeito com que faz as coisas do que sobre resultados ruins que sejam evidentes e irrefutáveis.

É comum que alguém de fora chegue numa empresa com várias ideias sobre como fazer tudo diferente — como um processo interno de estoques ou compras — sem saber ainda se esses processos são ou não prioritários para melhorar os resultados. Em vez disso, é melhor sempre começar pelos problemas que são notórios e depois buscar as causas de maneira conjunta com todos os envolvidos.

A maneira certa de atacar problemas desse tipo é concentrar a discussão nos resultados e perguntar a si mesmo: “Qual o maior problema dessa empresa?” Depois você pergunta: “Quais são os meios, ou os processos, que mais afetam esse resultado?” “Qual o mais prioritário?” Nessa linha, um bom ponto de partida é começar por uma análise financeira dos resultados. Aqui pode estar uma das dificuldades.

Muitas vezes o pequeno empresário só controla o caixa e não faz nem mesmo uma demonstração de resultados completa. Faça o que você puder nessa área. Certa vez, numa conversa com um pequeno empresário, fiz um rascunho, em 10 minutos, de uma demonstração de resultados estimada para mostrar a ele o significado dos indicadores financeiros e suas prováveis prioridades.

O passo seguinte é fazer uma análise da situação de mercado — como volume de vendas, margens, reclamações de clientes, percentual de produtos defeituosos. Depois tente levantar alguns números sobre os recursos humanos — concentre-se sobretudo na rotatividade de pessoal e absenteísmo, dois itens que geram enorme desperdício de tempo e dinheiro na formação de pessoas.

Discuta esses números com seu chefe e procure saber o que ele pensa a respeito deles. Dê uma estimativa de aonde ele poderia chegar com seus resultados — os fins — caso melhorasse a gestão dos processos — ou seja, os meios.

Acredite: é muito mais fácil conseguir acordo nos fins do que nos meios. Mas sempre haverá risco de surgir resistência. As pessoas são diferentes e às vezes imprevisíveis. Por isso uns terminam a vida no conforto enquanto outros colocam a perder tudo o que poderiam ter construído.

2 - Recentemente, eu e um colega melhoramos vários processos na empresa em que trabalhamos, com redução de custos e aumento de produção. Inesperadamente, isso despertou o ciúme de nosso chefe — que passou a nos tratar com grosseria e limitar o escopo de nossa atuação. Não entendi o comportamento, porque não acho que representamos ameaça ao cargo ocupado por ele. O que fazer numa situação dessas? Anônimo

Trabalhar num ambiente corrosivo é péssimo para a produtividade das pessoas, sobretudo quando o problema acontece entre chefe e subordinado. As pessoas deixam de gastar energia para realizar o melhor trabalho e passam a se concentrar nas desavenças. Tornam-se menos criativas e interessadas em fazer mais e melhor. É um prejuízo para a organização e também para a felicidade e para a qualidade de vida das pessoas.

Para enfrentar uma situação conflituosa no trabalho, cada um tem seu estilo próprio. Eu recomendo a conversa franca. A melhor maneira de contornar os problemas é fazendo com que todos se sentem com o objetivo de expor claramente o que aconteceu, numa conversa aberta e clara, sem agressão.

Nessa ocasião, procurem estabelecer um sonho comum, procurem resultados futuros extraordinários que vocês, juntos, gostariam de atingir. O certo seria sua chefia receber as metas do setor e fazer um planejamento anual de como vocês trabalhariam juntos para atingi-las. Trabalhar junto e unido no ideal de realizar sonhos e alcançar metas é muito bom e é motivo de satisfação.

Pergunte a si mesmo por que um alpinista arrisca sua vida e enfrenta situações dificílimas só para chegar ao topo de uma montanha, tirar uma foto e voltar o mais rápido possível. A vitória tem um valor extraordinário para nós, seres humanos, e o maior fator de união da equipe é justamente criar um sonho comum e metas anuais para ser alcançadas. No final do ano comemorem juntos.

Não gastem sua vida com atritos e desavenças. É um desperdício. Existe aí, no seu local de trabalho, um Everest para vocês galgarem e para trazer alegria de vida e crescimento profissional.

Por Vicente Falconi | Revista Exame | 20/03/2013

Artigo produzido e publicado no site por Ana Cláudia Inez - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Lida 4584 vezes Última modificação em Terça, 16 Abril 2013 21:33

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