Com 24 anos de atuação no mercado de Belo Horizonte, a Criativa mapeia oportunidades para melhoria organizacional em áreas como marketing, vendas e serviços para que sua empresa atinga os melhores resultados. Clique e saiba mais
Interim Manager (Gestor Temporário de Projetos) Planejamento e Gerenciamento de Marketing Business Intelligence (BI) para área e equipes de vendas Consultoria em Gestão do Relacionamento com Clientes (CRM) Consultoria em Gestão de Call Center e Telemarketing Treinamentos e Cursos Executivos
Artigos

26/09/2012

DESENVOLVIMENTO

Apesar de diminuir a pobreza em 57,4% em 10 anos, país está entre as 12 nações com maior discrepância de renda

PAULA TAKAHASHI

Vinte e cinco anos em 10. Foi o que o Brasi lfez na primeira década dos anos 2000 ao reduzir em 57,4%a pobreza no país. Segundo as metas do milênio estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), o país teria um quarto de século para cortar pela metade as desigualdades sociais, mas o fez em um decênio, entre 2001 e 2011. Apesar de permanecer entre as 12 mais altas do mundo, a discrepância social no país nunca estiveram tão baixas. Está no menor nível desde o início dos registros nacionais, em 1960.

Em 2001, a pobreza representava 24,5% da população, passando para 10,4% em 2011. Para se ter ideia, somente entre 2003 e 2011, 23,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza, sendo 3,7 milhões apenas no intervalo entre 2009 e 2011. Os dados fazem parte da pesquisa  A década inclusiva (2001- 2011): desigualdade, pobreza e políticas de renda, divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A queda da desigualdade aconteceu durante dez anos consecutivos, seminterrupção, o que é algo inédito”,comemora o presidente do Ipea, Marcelo Neri. “De junho de 2011 a junho de 2012, a desigualdade está caindo tanto quanto estava caindo antes, ou seja, não está desacelerando. Nos últimos 12 meses terminados em junho de 2012 a desigualdade caiu 3,2%, que é uma média muito forte”, acrescentou o especialista.

Mais da metade, ou 52%, da queda da pobreza no país deve ser atribuída à redução das distâncias entre o que os mais pobres e os mais ricos ganham. Enquanto a
renda dos 10% mais ricos subiu 16,6%entre2001e 2011,a dos 10% mais pobres saltou incríveis 91,2% no mesmo período, elevação cinco vezes superior. Na média, a renda cresceu 63,61%, quase duas vezes mais rápidoque os 32,2% registrados na décadade 1990.

O mercado de trabalho lidera a lista entre os principais responsáveis pelo resultado. Pelo menos 58% da redução da desigualdade registrada tem como origem a geração de vagas de trabalho. Previdência (19%), Bolsa-Família (13%), 

Benefício de Prestação Continuada (BPC), 4%, e outras rendas (6%) como aluguéis e juros também contribuíram. 

SETORES

O manobrista Paulo Júnior Silva de Oliveira, de 32 anos, é um retrato da melhoria de vida que milhões de brasileiros vêm experimentando ao longo dos últimos anos. Em 2000, saiu da fazenda do paina Bahia para vir para Belo Horizonte.“Lá a gente trabalhava para viver,não tinha ganho nenhum. A gente vendia o almoço para comer na janta”, lembra. Hoje ele está empregado, ganha um salário mínimo complementado com outros “bicos”, e paga o carro que comprou em 2010.

“As portas do emprego abriram d emais nos últimos anos. Por isso, corro atrás para aumentar a renda. A vida só é dura para quem é mole”, brinca Juninho, como é
conhecido entre os amigos. Com casa e família, ele se deu ao luxo de abrirmão da renda da mulher.

“Ela abandonou o emprego para cuidar da nossa filha de pouco mais de um ano. De vez em quando ela faz uns bicos como faxineira”, afirma. Além dos serviços domésticos, com elevação de 62,4% na renda, empregados agrícolas (86%) e não remunerados (60,3%) estão entre os setores com maior dinamismo na expansão da renda per capita, superando todas as demais atividades.

http://apple.estaminas.com.br/data1/2012/semana_39/quarta/economia/eec2609p0013.pdf

28/09/2012

Estudo inédito põe à prova as frases comuns dos brasileiros e mostra números que contrariam muito do que se dizsobre o comportamento do consumidor

PAULO HENRIQUE LOBA

O aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores e as sucessivas baixas taxas de desemprego ajudaram 35 milhões de brasileiros, nos últimos cinco anos, a terem o primeiro acesso ao crédito. O passaporte para compras financiadas impulsionou o consumo,mas também o nível de endividamento das famílias – dados do Banco Central mostram que o comprometimento da renda como sistema financeiro passou de 18,4%, em 2005, para 43,4% em 2012. Os novos números da economia levaram a administradora Boa Vista Serviços, de São Paulo, a pesquisar a expansão do crédito e o endividamento em todo o país.

O levantamento permitiu à empresa concluir se algumas afirmações frequentes sobre o consumo e o crédito no Brasil são verdades ou mitos. Para isso, a Boa Vista Serviços ouviu 1,3 mil homens e mulheres das cinco regiões do país. Os entrevistados foram agrupados em cinco classes sociais: A (renda familiar maior que R$ 8.418,00), B (de R$ 2.565,00 a R$ 8.417,99), C (de R$ R$ 1.024,00 a R$ 2.564,99),D (de R$ 714,00 a R$ 2.564,99) e E (de R$ 477 a R$ 713,99). Confira abaixo o que é mito e o que é verdade.

“Consumidores de classes sociais mais baixas pagam suas contas em dia”

( ) verdade (x) mito

A expansão do crédito puxou o nível de endividamento para cima. A pesquisa apurou que apenas quatro em cada 10 brasileiros não têm dívidas. “E das famílias que as têm, 45% reconhecem que é difícil quitá-las com a renda mensal. Naturalmente, o maior nível de endividamento significa que há maior dificuldade no pagamento das despesas fixas mensais. Essa dificuldade é validada por números que evidenciam o fato de que as famílias das classes C, D e E tendem a ter mais contas de serviço (água, luz etc.) em atraso: 19% das classes D e E, 15% da C, 10% da B e 2% da A”, revelou o estudo.

Percentual de pessoas com restrições ao crédito (SPC, Serasa etc.)?
 A       B         C       D/E

5%   13%    23%     12%

“O consumidor não pensa em juros, mas no valor da parcela”

(x) verdade ( ) mito

As compras a prazo são o grande motor do varejo brasileiro. Para muita gente, o sonho de ter o carro próprio, por exemplo, só é possível graças às prestações em tempo dilatado. Mas um antigo alerta que jamais sairá de moda é calcular o juro embutido nas parcelas. Quem fizer as contas constatará que o preço final poderá dobrar. A pesquisa da Boa Vista, porém, concluiu que o consumidor se preocupa mais com o valor das prestações do que com as taxas embutidas.

 “A renda dasfamílias de classe mais baixa é volátil”

( ) verdade (x) mito

Ao contrário do que muitos trabalhadores pensam, a renda mensal das classes mais baixas não oscila mais do que a das famílias com maior poder aquisitivo. Pelo menos foi o que a pesquisa comprovou: 61% dos brasileiros das classes D e E não notam mudança na renda.
“E mais: 13% dos entrevistados da classe A afirmaram que a variação de renda na família é considerável. O cenário recente da economia tem trazido condições mais favoráveis ao mercado de trabalho, com diminuição dos níveis de desemprego, contribuindo para a maior estabilidade da renda, em especial dos grupos mais baixos”, concluiu o relatório da Boa Vista.

 “O consumidor de baixa renda não poupa”

(x) verdade ( ) mito

A cartilha da boa economia familiar orienta o trabalhador a depositar parte do salário na caderneta de poupança, investir em fundos ou outros projetos que valorizem o patrimônio. O levantamento apurou que 39% dos brasileiros têm o hábito de depositar uma quantia do salário e que o percentual é maior entre as classes sociais A e B. “Quando os entrevistados foram questionados a respeito do que fariam se recebessem um salário maior, surgiu um dado curioso: 38% das pessoas das classes D e E afirmaram que poupariam mais. Isso reforça a ideia de que as famílias com menor poder aquisitivo depositariam mais valores se tivessem renda melhor”, diz o estudo.

“O consumidor de baixa renda não faz planejamento financeiro”

(x) verdade ( ) mito

A educação financeira é a melhor prevenção para o consumidor não se endividar a ponto de comprometer boa parte do salário. Pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito, por exemplo, é uma bola de neve. Levar crianças a supermercados é outro modelo clássico de que a conta final sairá maior do que a programada. A pesquisa mostrou que a falta de planejamento é maior entre os brasileiros das classes D e E. Já na A, praticamente sete em cada 10 integrantes se preocupam com o assunto

“As mulheres estão à frente do orçamento doméstico”

( ) verdade (x) mito

A participação das mulheres no mercado de trabalho cresceu bastante nos últimos anos. A eleição da presidente Dilma Rousseff, a primeira presidenta da República, é o melhor exemplo da importância delas na economia atual. O estudo concluiu que, nos dias de hoje, a responsabilidade de gerenciar o orçamento doméstico é praticamente dividida entre o marido e a esposa. “Para se ter ideia, dos 45% dos entrevistados que responderam ser responsáveis por gerenciar os gastos, prevalece o equilíbrio: 52% são homens e 48%, mulheres”.

“O nome é o maior patrimônio da pessoa”

(x) verdade ( ) mito

O nome negativado nos serviços de proteção ao crédito não significa apenas que a dívida da pessoa se tornou pública, pois a lista dos maus pagadores pode ser consultada por qualquer comerciante. Também é o impedimento de a pessoa ter acesso ao crédito. No Brasil, quanto menor a renda, maior a importância da frase acima. Tanto que 97% dos trabalhadores das classes D e E concordam totalmente (94%) ou em parte (3%) com a frase acima. “As classes D e E são as que mais dão importância à situação do nome. Isso pode ser explicado pelo fato de elas dependerem mais do crédito”.

“O consumidor de baixa renda não se protege contra fraude”

(x) verdade ( ) mito

O uso indevido de documentos de consumidores por criminosos causa transtorno ao cliente, que muitas vezes tem o nome negativado injustamente, e aos comerciantes, que não recebem o valor do produto comprado pelo fraudador. O estudo perguntou aos entrevistados se eles teriam interesse em um serviço que monitorasse o CPF para protegê-los de uso indevido de seu nome. A maioria dos integrantes das classes D e E respondeu que não. Nas demais, embora os percentuais tenham sido próximo dos 50%, foram menores do que os dos trabalhadores com renda baixa.

http://apple.estaminas.com.br/data1/2012/semana_39/sexta/economia/eec2809p0021.pdf



21/09/2012

 DINHEIRO NO BOLSO

Classe média ganha 37 milhões de pessoas, responde por 38% do consumo das famílias e vira a ‘queridinha’ das empresas

PAULA TAKAHASHI

Sozinha, a classe média brasileira poderia assumir a 18ª colocação entre os maiores mercados consumidores do mundo. Com 104 milhões de pessoas e crescimento de 55% desde 2002 – a partir da entrada de 37 milhões de novos integrantes –, esta parcela da população já engloba 53% de todos os brasileiros, segundo dados do projeto Vozes da Classe Média, divulgado ontem pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Somente este ano, este estrato da população deve movimentar R$ 1 trilhão na economia, segundo expectativa do governo. Para se ter uma ideia, o PIB em 2011 somou R$ 4,1 trilhões.

Não é por menos que as empresas estão cada vez mais atentas ao ganho de renda e aumento da taxa de emprego do grupo de trabalhadores que ganha entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês. Eles respondem por  38% do consumo das famílias brasileiras, e por 36% da renda nacional.

Com um pezinho no mercado mineiro, a franquia Mil Milkshakes nasceu de olho na classe média, que deve representar 57% de toda a população em 2022.“Vamos abrir uma loja em Pouso Alegre e já temos conversas avançadas para abertura de unidade em BH”, conta Ofélia Massis, responsável pela área de expansão da franquia. O produto mais caro não chega a R$ 10. “Temos qualidade que nos possibilita atingir a classe AB e preço que atrai o público CD”, pondera Ofélia.

A expansão do emprego está entre os principais propulsores para a entrada de 29 milhões de brasileiros na classe média. “O crédito também garantiu essa acessibilidade”, explica o professor do departamento de economia da Unicamp, Waldir Quadros.

A Nestlé foi uma das primeiras marcas a perceber o crescimento e importância deste estrato da população para expansão dos negócios. Desde 2006 realiza a venda porta a porta, que já soma mais de 10 mil revendedores e 273 microdistribuidores em 20 estados.

São 3,2 milhões de casas visitadas todos os anos. Em 2010, lançou o Nestlé até você a bordo, o primeiro supermercado flutuante do Brasil que leva produtos a população ribeirinha. Novos canais de vendas para comunidades afastadas da Região Norte devem vir por aí.

O resultado é que a empresa foi apontada como a marca preferida entre consumidores da classe média, conforme pesquisa do Data Popular, seguida pela Samsung e Adidas.

MULHERES O ganho de renda da classe C nos últimos 10 anos foi puxado pelas mulheres. Entre 2002 e 2012, o crescimento foi de 76,1%, passando de R$ 150 bilhões no total para os atuais R$ 264,1 bilhões. Os negros também contribuíram positivamente para o aumento da capacidade de consumo da classe média, com renda que saltou de R$ 158,1 bilhões para R$ 352,9 bilhões. Este e outros dados levantados pela SAE serão utilizados para formulação de políticas públicas mais direcionadas para esse estrato social.

http://apple.estaminas.com.br/data1/2012/semana_38/sexta/economia/eec2109p0015.pdf

"Não soube enxergar os riscos"

"Eu sinto que tenho uma satisfação a dar para a sociedade." Assim o publicitário Cristiano Paz, 60 anos, define a iniciativa de romper o silêncio ao qual se impôs desde o início do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Absolvido na última segunda-feira da acusação de evasão de divisas e condenado pelos crimes de peculato, corrupção ativa e lavagem de dinheiro na Ação Penal 470, Cristiano Paz define a exposição trazida pelo julgamento como "o pior drama da minha vida". Com exclusividade ao Estado de Minas, o publicitário relata como o empresário Marcos Valério se tornou sócio de sua agência, a SMP&B, conta como soube das dificuldades do PT para pagar dívidas de campanha e garante: não se envolveu nas operações financeiras da agência nem jamais trocou uma palavra com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. A decisão de se pronunciar publicamente é assim justificada por Cristiano Paz: "Gostaria que os brasileiros conhecessem como eu sou e a verdade que eu vivi".

Sou um profissional de criação publicitária. O cliente me entrega um briefing e eu devolvo uma solução de comunicação. Nesse campo recebi o reconhecimento do mercado publicitário brasileiro.Como tantos outros criativos, meu talento nunca foi para números, planilhas ou administração financeira. Esse defeito de origem me levou ao pior drama da minha vida, uma tempestade que hoje enfrento, cujo horizonte é somente a minha fé em Deus.
Comecei minha carreira em 1969 e em 1972 fui convidado para ser diretor de criação da Standard, Ogilvy & Mather, em Belo Horizonte. Onze anos mais tarde, tornei-me sócio da agência. Surgia a SMP&A, meu primeiro negócio. Em 1983, incorporamos a P&B e assim surgia a SMP&B, já totalmente independente do grupo multinacional.
Essa agência foi um sonho. Ganhamos todos os prêmios do mercado. Jovens e ambiciosos que éramos, partimos para uma iniciativa que descapitalizou a agência. Em 1990, abrimos um bem montado escritório em São Paulo, centro da economia nacional. Gastamos tudo que tínhamos em um prédio incrível, afinal o mercado paulista não admite erros. Terminamos a empreitada descapitalizados.
No início dos anos 90, enfrentamos o Plano Collor. As dívidas que tínhamos ganharam juros estratosféricos. Administramos essa dívida galopante por quase uma década. Fazíamos um empréstimo para pagar o outro. Perdemos crédito, sem perder a confiança. Éramos uma marca forte no mercado publicitário, com quase 30 clientes e, sob minha direção, a criação brilhava. Já a conta bancária padecia.
Em setembro de 1994, meu sócio Maurício Moreira, responsável pelas áreas administrativa e financeira, apresentou-me um resumo dos resultados. Foi um susto. Ele me poupava no dia a dia do negócio, diante da situação de crescente endividamento. No mesmo mês, Maurício sofreu um acidente motociclístico e morreu tragicamente. A morte do sócio e amigo e a crise na agência me tomaram de assalto.
Nos últimos meses de vida, Maurício, tentando encontrar uma solução para o que vivíamos, conversava muito com um consultor financeiro, chamado Marcos Valério. Não sei como eles se conheceram. Mas a intenção era salvar o nosso negócio.
Algum tempo após a morte de Maurício, Valério procurou a mim e meu sócio, Ramon Hollerbach. O consultor se propôs a ajudar, buscando soluções financeiras para a crise. Já estávamos, Ramon e eu, há quase um ano sem fazer retiradas da empresa. Vendi o meu carro e o da minha esposa. Cheguei a vender tapetes e quadros da minha casa para me manter. Qualquer um que surgisse com alguma possibilidade de solução seria muito bem recebido.

OPERAÇÃO SALVAMENTO

De fato, não acreditava que algum investidor entraria como sócio da agência. Mas Valério conseguiu o que seria quase impossível. O empresário Clésio Andrade aceitou a sociedade e salvou a SMP&B.
A estratégia foi a criação de uma segunda empresa, a SMP&B Comunicação. A empresa deficitária ficaria em hibernação e a nova pagaria as dívidas com os seus resultados. O fato é que Valério negociou com todos os fornecedores e os débitos foram rolados. Ele foi de uma habilidade incrível e conquistou nossa confiança.
Na nova empresa, Clésio tinha 40% da sociedade. Ramon e eu ficamos com 50%. Valério ganhou os 10% restantes, como uma demonstração de gratidão e uma forma de responsabilizá-lo pela negociação construída.
O drama vivido por nós não era nenhuma novidade no mercado. Outra agência mineira, nossa concorrente, a DNA, passava pelas mesmas dificuldades. Daniel Freitas, reconhecido publicitário, me procurou para saber como conseguimos sair daquele momento difícil. Daniel procurou Valério e a ele foi oferecida uma solução parecida.
Clésio Andrade comprou metade da DNA, mas não participava de nada em nenhuma das duas empresas. Era um sócio capitalista típico. Entrou com dinheiro e recebia os dividendos da operação. Valério ficou como diretor financeiro e administrativo e atuava nesta posição nas duas empresas.
Em 98, Clésio decidiu entrar na vida pública. Não poderia, de forma alguma, continuar como sócio de ambas as agências. Na sua saída da DNA, negociou suas ações com Marcos Valério que as transferiu para a Grafitti, da qual Marcos, Ramon e eu já éramos sócios. Tornamos então sócios indiretos de uma empresa na qual tanto eu quanto Ramon estávamos impedidos de atuar, inclusive por determinação do contrato social. Éramos considerados concorrentes da DNA.
O Brasil aprofundava sua democratização e as agências de publicidade tinham um olhar muito atento para a possibilidade de trabalhar em campanhas políticas. Em curtíssimo prazo, uma agência poderia se capitalizar, algo impossível na gestão de contas de publicidade com custos operacionais altos. Afinal, o que se vende em campanhas eleitorais são a capacidade criativa da agência e o talento de seus profissionais em um período curto e preestabelecido.
Eu já havia trabalhado, em 1984, na campanha vitoriosa de Sérgio Ferrara, para a Prefeitura de BH e tive a honra de convidar e receber na agência para gravar mensagens de apoio à candidatura, figuras políticas históricas como Ulisses Guimarães, Mário Covas e Franco Montoro e em 1986, atuamos na campanha para a candidatura de Itamar Franco ao Governo de Minas.

O COMEÇO DAS TRANSAÇÕES

Quando o PT venceu as eleições em 2002, nenhum empresário em sã consciência se negaria a aproximar-se do partido. Seria uma porta certa para campanhas eleitorais do PT em todo o país.
Conheci Delúbio Soares, responsável pela administração financeira do partido, uma pessoa que me pareceu simples. Nós nos encontramos poucas vezes, sempre em conversas cordiais. Ele pedia opiniões sobre a linha de comunicação adotada pelo Governo, análises de pesquisas e coisas sobre as quais eu tinha opinião formada, como homem de comunicação que sou. Nunca discutimos sobre dinheiro, verbas ou qualquer assunto do gênero.
A única coisa que eu sabia, através de Marcos Valério, é que o partido precisava de dinheiro para pagar dívidas de campanha e modernizar sua sede em Brasília. Ainda, segundo Valério, estava em negociação a possibilidade de a SMP&B ser uma empresa intermediária para um empréstimo bancário com essa finalidade.
Ainda pagávamos dívidas da agência antiga e não tínhamos a menor condição econômica de contrair qualquer empréstimo. Aquilo não fazia sentido.
Foi quando então o principal executivo do Banco Rural, José Augusto Dumont - havia alguns anos um dos mais importantes clientes da SMP&B e um dos maiores e mais respeitados bancos do Estado de Minas Gerais nos convocou, a mim e ao Ramon, para explicar e pedir nosso endosso.
Disse que faria o empréstimo em nome da agência e que isso não representava nenhum risco para a empresa. Explicou que isso estava sendo feito desta forma porque o partido não preenchia as condições legais para contrair o empréstimo.
O Banco Rural confirmou que a operação era legal e estava dentro das normas do Banco Central. Estas eram as nossas garantias.
Tendo assegurado pelos advogados sobre a legalidade da operação, como dizer não a um partido que crescia e se despontava na política nacional?
Nossos recebíveis foram usados como garantia para a tomada de dinheiro. Vivíamos um momento de aquecimento nos negócios, sempre na vanguarda da publicidade mineira. Tínhamos uma carteira de clientes que nos dava base para a conquista de reconhecimento e para a evolução da agência no mercado.
O empréstimo foi contraído e essa operação foi o início do meu calvário.
Não tinha o menor envolvimento nas operações financeiras da agência. Não conhecia o assunto, não me interessava por ele e nem tinha competência para isso. Além do mais, confiava no sócio que tirou a minha empresa da insolvência.
O dinheiro entrou. Perto de R$ 30 milhões. Esperava que o fato seguinte fosse uma saída volumosa para o partido, com um contrato de mútuo que seria firmado entre o partido e a agência. Mas isso não aconteceu.
As saídas eram feitas em cheques que variavam de 15 a 70 mil, nominais à própria SMP&B, assinados e endossados sempre por Marcos Valério e um dos outros sócios ou alguém da área financeira. Na prática, eram cheques ao portador, que qualquer pessoa poderia descontar na boca do caixa bancário.Na folha de controle da empresa, apenas duas letras: PT.
Os cheques chegavam juntos a outros tantos, para pagamentos de despesas administrativas, fornecedores, veículos e impostos.
Nas reuniões administrativas da empresa não se discutia repasses ou saques em dinheiro para o PT. Os temas eram corriqueiros de uma empresa ou de uma agência de publicidade: mercado, contratações de equipe, custos e ajustes operacionais.
Mas essa situação começou a me tirar o sono. Certa vez, quando tive que assinar alguns cheques, chamei a diretora financeira, Simone Vasconcelos, e disse a ela que aqueles cheques não tinham clareza na informação de destino. Mais pareciam saques da própria agência. Ela me respondeu que a orientação era essa; o que não me tranquilizava.
Na DNA, as coisas aconteciam da mesma forma. Na ausência do representante da Graffiti, os cheques eram enviados para assinatura do Ramon ou minha. Em janeiro de 2004, recebi para assinar um cheque no valor de 326 mil reais da DNA, com o formulário "Pagamento a Fornecedor". Valério se recuperava de uma cirurgia e Ramon estava viajando. Assinei em conjunto com um dos sócios
da DNA.
Para minha surpresa, sei agora pelo STF, que este cheque terminou, segundo as investigações, nas mãos de Henrique Pizzolato. Funcionário do Banco do Brasil, cliente da DNA. Pessoa que conheci mas nunca tive relacionamento.
Outros cheques chegaram poucos dias depois. Desta vez, de valores também altos, já com as assinaturas dos sócios da DNA. Quando fui chamado para assinar um cheque de R$ 500 mil, recusei-me. Deixei claro que não colocaria minha assinatura em mais nada em que eu não soubesse o destino.
No dia seguinte, Valério me procurou na presença de Simone e Rogério Tolentino, para saber se era uma decisão definitiva. Nesse momento, ele me disse que isso inviabilizaria minha permanência na sociedade da Graffiti, consequentemente, a minha saída da DNA. Concordei imediatamente e deixei estas empresas.

A ASCENSÃO DE VALÉRIO

Valério, a esta altura, ganhava notoriedade. Circulava entre políticos e empresários o tempo todo. Pouco permanecia na agência. E o resultado não era o que eu desejava para minha empresa. Esse excesso de exposição incomodava alguns clientes da SMP&B.
Nunca troquei uma palavra com José Dirceu ou qualquer integrante da cúpula do Governo Federal. Estive com o ministro apenas duas vezes, na última fila de cadeiras, em reuniões que tinham a presença de quinze a vinte pessoas, em seu gabinete. Tenho certeza de que José Dirceu não seria capaz de se lembrar do meu rosto. Não dirigiu a mim sequer um olhar.
A primeira reunião dizia respeito a um empreendimento de mineração de nióbio na Amazônia. Compareci a convite do Dr. Sabino, patriarca do Banco Rural, já falecido, que pediu a minha presença. Eu gostava dele e atendi o seu pedido.
Na segunda, seria feito um convite ao Chefe da Casa Civil para a inauguração de uma moderna indústria de enlatados em Luziânia, Goiás. Da minha parte, via ali a possibilidade de conquistar um novo cliente para minha agência: a maior indústria do segmento estava para começar sua operação e precisaria de uma agência de publicidade. O que fiz, qualquer publicitário faria: uma oportunidade de estar com os empresários e buscar a conta da Brasfrigo.
Mas na SMP&B a situação estava se tornando insustentável. As discussões eram ríspidas e decidi também me retirar da empresa e encerrar a sociedade na SMP&B. Confidenciei isso a apenas duas pessoas, além de meus sócios: à minha esposa e a Álvaro Teixeira da Costa. Minha esposa me apoiou e Álvaro, com quem trabalhei diretamente naquele período, atendendo e criando campanhas para os Diários Associados, me aconselhou a refletir melhor sobre a decisão, já que a SMP&B era a síntese da minha história profissional.
Em reunião com os sócios, decidimos que permaneceríamos juntos até o final do ano de 2005. Eu continuaria cuidando apenas do que era minha responsabilidade, a qualidade dos trabalhos da agência; Ramon se dedicaria à operação da agência e Marcos assumiu que os empréstimos seriam quitados até o final do ano. Não sei ainda se foi a decisão correta, mas mesmo que eu tivesse saído da SMP&B naquele maio de 2005, não estaria livre dos ônus que carrego.

TARDE DEMAIS

Achei que tinha resolvido a situação. Mas no dia 12 de junho de 2005, Roberto Jefferson, pessoa que nunca viu meu rosto, estava no Jornal Nacional dizendo que a minha empresa protagonizou um esquema criminoso, o chamado mensalão.
A minha fé e consciência me deram o equilíbrio que precisava para conduzir aquela situação junto a meus familiares, aos funcionários da empresa e aos clientes.
Vivi momentos difíceis. Num sábado, às 5 da madrugada, a cozinheira me acordou. Quando abri a porta, dez policiais encapuzados e armados de fuzis invadiram o quarto em que dormia com minha esposa, na casa da fazenda, próxima a Ouro Preto. Tiraram a mim e minha esposa da cama, acordaram meus filhos. Fomos todos reunidos na sala sob a mira de fuzis e vistoriaram a propriedade em busca de supostos documentos enterrados. Emissoras de TV acompanharam a operação com helicópteros.
Ao final de uma situação assustadora, os policiais e o próprio Promotor, com a ordem de apreensão em punho, ficaram constrangidos com o ocorrido. Saíram sob pedidos de desculpas.
Levado à CPMI, cheguei a admitir ter assinado 20 cheques de R$ 300 mil sob ataques verbais de parlamentares que me interrogavam com câmeras e luzes ligadas. Fui convencido de que os tais cheques passaram pelo meu crivo.
Mais tarde, quando as cópias chegaram às minhas mãos, ficou comprovado que nunca havia visto os cheques e que nenhum deles tinha a minha assinatura.
Com o final da CPMI, comecei a organizar a minha defesa. Contratei advogado, mas não consegui convencer a Justiça sobre a verdade do que aconteceu na minha vida.
No julgamento do mensalão, vejo condenações repetidas e o meu nome citado como um criminoso.

DÍVIDAS E DIFICULDADES

Para o brasileiro comum, deve restar a impressão de que desviei verbas e participei de negociatas no Planalto, tramando compra de votos e vantagens políticas.
Escrevo este depoimento não mais para me defender, porque já fiz tudo nesse sentido. Apenas para que fique claro, não para meus familiares, amigos ou ex-funcionários que me conhecem e sabem a verdade, mas para a opinião pública que, após essa história, só colecionei dívidas e dificuldades.
A agência que criei com muito trabalho e ajuda de muitos colaboradores se desmantelou do dia para noite. Depois disso, sobraram dívidas que se tornaram ainda maiores com o financiamento da minha própria defesa, na tentativa inglória de minimizar os danos de um esquema que passou longe, muito longe da minha influência.
Minha história profissional de 33 anos junto à Usiminas, criando campanhas para a empresa e trabalhando diretamente com seus presidentes, Dr. Amaro Lanari, Rondon Pacheco e Ademar de Carvalho, Paulino Cícero, Luiz André Ricco Vicente e Rinaldo Campos Soares, está agora sendo questionada e colocada em uma vala comum.
Convivi com cada um deles, conheci de perto todas as dificuldades e vitórias desta grande empresa. Relacionei-me com Rinaldo Campos Soares, homem íntegro e bom. Acompanhei sua trajetória de engenheiro e técnico em Ipatinga, passando a chefe da usina, até se tornar presidente. Rinaldo brifava diretamente comigo as campanhas da Usiminas. Por esse relacionamento construído ao longo de 16 anos, atendi a um pedido seu. Não fiz repasses ou corrompi um político ou partido. Pedi à área administrativa que fizesse a doação e cuidasse das providências necessárias. Nada mais.
Ao longo do julgamento, vejo a minha competência criativa e de todos os profissionais que trabalharam na agência ser desmerecida quando dizem que houve desvio de verba no contrato da Câmara dos Deputados. Criamos peças de comunicação para as diversas comissões; desenvolvemos estratégias e campanhas para momentos importantes no país: o Estatuto do Desarmamento, o Estatuto do Idoso e Igualdade Racial e a abertura da comunicação da Câmara junto ao público infantil.
O trabalho desenvolvido foi sério, compromissado e foi entregue. Não houve subcontratação; não houve desvio. Está tudo documentado, com seus originais e comprovantes, nos autos.
Não tive a chance de ser interrogado diretamente pelos meus julgadores. Para mim, teria sido importante responder diretamente aos que hoje me julgam, que eles pudessem me dar a oportunidade de olhar nos meus olhos e conhecer a verdade sobre a minha participação em tudo isso.
Me vejo na iminência da condenação em um julgamento em única instância e, só o que me resta é dizer o que houve, com o coração apertado. Confiei cegamente em profissionais que dominavam a complexidade das operações financeiras. Não sou quadrilheiro, nem tomei parte de nenhum grande esquema de poder no país. Sou um criador publicitário que não soube enxergar os riscos.
Se assim não o fosse, talvez como muitos, estaria na sala de casa, assistindo ao julgamento e, no escuro dos fatos reais, das verdades individuais, concordando com cada decisão. Mas hoje, acima de tudo, agradeço a Deus pela oportunidade desse pequeno testemunho da verdade que vivi.

Estado de Minas 22-10-12

Internet limitada vendida como ilimitada e omissão de quedas na velocidade são problemas apontados em estudo Informação 'camuflada' pode pesar no bolso e fere o Código de Defesa do Consumidor e regras da Anatel, afirma Idec

HELTON SIMÕES GOMES
 

Nos sites, os problemas são: condições de uso dos pacotes escondidas e informações que levam o consumidor a pensar que não possuem limite de navegação. Excluindo o da Vivo, os sites das operadoras não mencionam na mesma página da oferta que a velocidade cai, em média, para 6% do estabelecido contrato quando o consumidor ultrapassa o limite do seu pacote de dados. Um cliente da Vivo que possui o plano de 20 MB e excede essa franquia tem a velocidade de até 1 Mbps (megabit por segundo ou 1.024 Kbps) reduzida para 50 Kbps.

Já slogans como o "Navegue à vontade", da Tim, podem induzir o consumidor ao erro, pois a navegação não é ilimitada, o que pode ser caracterizado como propaganda enganosa, diz a advogada do Idec Veridiana Alimonti. No SAC, à exceção da Tim, o problema é a divergência entre as informações dadas por atendentes e as do site. Ora omitiam que a velocidade oscila e cai ao fim da franquia, ora não citavam que o pacote é limitado. Alguns atendentes chegaram a orientar pesquisadores do Idec a procurar uma loja para se informar melhor.

 "O consumidor não pode ir a todas as lojas para comparar preço", diz Alimonti. No caso da Vivo, a falta de informação pode gerar receita. Quando atinge o limite de dados, o cliente navega pagando um preço adicional. Nos contratos, o problema são cláusulas que eximem as teles de prestar conta caso o cliente reclame das baixas velocidades ao considerar que sabem que variam. Isso viola o CDC, segundo o Idec. Claro e Oi trazem ainda restrições de uso, não ditos em SACs e sites, a serviços de vídeos em tempo real, transferência de arquivos e de voz sobre IP (como o Skype). Esta última prática foi vetada pela Anatel no ano passado.

 

Setor terá que entregar 20% da velocidade

A partir de novembro, as teles deverão entregar, pelo menos, 20% da velocidade contratada em 95% das vezes que o cliente acessar a internet. A média praticada é de 10%. Por mês, a média deverá ser de 60%. As empresas deverão ter em seus sites medidores da qualidade de conexão. Claro e Oi já possuem consulta do consumo das franquias de dados no site. A Vivo informa por SMS. A Tim não possui o serviço, segundo o Idec.

Não há violação e falha é pontual, dizem empresas

Questionadas a respeito da falta de informações sobre restrições de planos 3G, as teles afirmaram investir no treinamento de atendentes e na infraestrutura de rede. Para a Oi, apesar de a velocidade cair após o cliente esgotar a franquia de dados, o plano é ilimitado, pois o uso da internet não é bloqueado. Além de questionar o método de coleta de informações do Idec, a Tim afirmou que os problemas no SAC foram falhas pontuais de operadores e já reforça o treinamento. A tele afirma não haver violação ao Código de Defesa do Consumidor, pois a oscilação da velocidade é "incontornável" na banda larga móvel. A Claro diz que vai avaliar o SAC, o site e os contratos para tomar medidas cabíveis. Para a Vivo, os contratos respeitam a lei e as normas da Anatel. A tele diz que, embora não existam regras sobre o conteúdo, seu site possui informações para o consumidor tirar quaisquer dúvidas. Segundo o Idec, a empresa tem obrigação de mostrar todas as condições e as restrições do serviço.

 

Folha 22-10-12

11/10/2012

Por Cibelle Bouças

A Globosat, programadora de TV por assinatura e dona de 36 canais, mudou parte da estrutura de tecnologia da informação (TI) para reduzir custos e melhorar o desempenho. A companhia adotou o sistema de gestão de relacionamento com clientes (CRM) e o serviço de mensagens eletrônicas da Microsoft, ambos baseados na chamada nuvem computacional. Em vez de instalar os programas nos computadores próprios, os softwares ficam em centros de dados da Microsoft e podem ser acessados via internet.

A programadora já adotava alguns softwares na nuvem, como um programa que permite gravar conteúdos 24 horas por dia em diferentes praças e um software para receber peças publicitárias e assinaturas via web. Na área de mensagens, os 2 mil funcionários da Globosat adotaram o correio eletrônico Office 365, com capacidade de armazenamento de 25 gigabytes (Gb) por usuário.

O próximo passo, diz Sergio Fiuza, gerente de novas tecnologias da Globosat, será a adoção de ferramentas como Lync, Messenger e o pacote Office (Word, Excel, Search Point). "A perspectiva é que a migração desses softwares para a nuvem seja feita em 2013", disse.

Sem citar números, Fiuza disse que o correio eletrônico na nuvem proporcionou uma economia de 70% a 80% em relação ao investimento que teria de fazer para atualizar o serviço de e-mail anterior e aumentar a capacidade de armazenamento. Os servidores que eram usados para manter no ar os serviços de e-mail serão aproveitados em outros projetos, nas áreas de transmissão ao vivo de programação, melhoria do sinal para computadores e tablets e na retransmissão de sinal em alta resolução.

Na área de software de gestão de relacionamento com clientes, a Globosat usava diferentes programas para administrar os contatos de fornecedores, como operadoras de TV, produtoras, agências de publicidade e empresas de TI. As áreas comercial e de marketing faziam manualmente a atualização desses dados em cada software, disse André Oliva, gerente de sistemas de comercialização e Business Intelligence da Globosat.

Com a "nuvem", a Globosat passou a usar softwares que operam de forma integrada, o que permite a atualização automática de dados para toda a rede de usuários. "O tempo gasto para atualizar um contato em todas as plataformas baixou de cinco minutos para um", disse Oliva. A companhia também adotou softwares de análise de dados de negócios. Todos esses programas podem ser usados com tablets e smartphones com acesso à internet. O pacote de programas é usado por 100 funcionários da Globosat e mais 35 a 40 usuários da área de logística devem adotar as ferramentas até 2013.

Os valores dos contratos são mantidos em sigilo pelas companhias. A adoção, pela Globosat, de programas na 'nuvem' está em linha com a tendência indicada para o mercado empresarial de software. Um estudo da recente da consultoria IDC revela que, no Brasil, 18% das companhias de médio e grande portes adotam aplicações na nuvem. Até 2013, essa fatia aumentará para 30% a 35%. De acordo com a Frost & Sullivan, 54% das companhias de grande porte adotam software e serviços na nuvem.

"O software na nuvem é muito adequado para a cultura brasileira, por ter um custo de aquisição mais baixo", afirmou Eduardo Campos, gerente-geral de Office da Microsoft. Ele disse que a demanda no Brasil está aquecida e o volume de vendas neste ano está oito vezes maior que em 2010, quando a companhia americana lançou no país a primeira versão dos softwares na 'nuvem'. O Office 365 é usado no Brasil por 200 mil empresas e 40 milhões de usuários.

A Microsoft não divulga o número de usuários do CRM no país. No mundo, a versão do software na nuvem é usado por 40 mil clientes e 3 milhões de usuários, disse Antonio Moraes, gerente-geral de soluções de negócios da Microsoft. "O cenário no país indica uma adoção crescente do CRM na nuvem. Muitas companhias no Brasil já abandonaram a instalação de softwares em suas máquinas", disse.

http://www.valor.com.br/empresas/2863480/globosat-adota-nuvem-da-microsoft#ixzz29TXkptcw

31 de agosto de 2012

A dificuldade de saber exatamente o que funciona nos anúncios publicitários dá espaço à disseminação de mitos, que embora aceitos e aplicados pelos profissionais de propaganda mais experientes, não se justificam diante das pesquisas em neuromarketing

Por Pedro Souza 

Apesar dos recursos técnicos e estratégicos cada vez mais presentes na publicidade, ainda é difícil mensurar os resultados de uma campanha. Seu sucesso reside em fatores bastante subjetivos como a retenção da marca e o seu posicionamento, a argumentação e até mesmo o efeito nas vendas, que apesar do caráter objetivo, tende a resultar de uma composição de vários fatores e não somente daquela última propaganda veiculada.

A dificuldade de saber exatamente o que funciona nos anúncios dá espaço à disseminação de mitos, que embora aceitos e aplicados pelos profissionais de propaganda mais experientes, não se justificam diante das pesquisas em neuromarketing, responsáveis por avaliar o comportamento do cérebro – e por consequência, das pessoas – diante das campanhas publicitárias.

Mito 1) Sexo vende

É verdade que as imagens sensuais atraem a atenção das pessoas, graças a uma região do cérebro chamada de amídalas (não, não são aquelas da garganta). Talvez por isso ainda perdure o mito de que "as propagandas com conteúdo sexual são as mais eficientes". Na prática, essa atenção é direcionada ao componente erótico da imagem, deixando de lado aspectos mais importantes como o produto em si ou a sua marca, reduzindo em cerca de 50% o índice de retenção do público consumidor. Ou seja, é mais fácil lembrar-se do produto anunciado em propagandas livres de conteúdo sexual.

Mito 2) Fazer merchandise em programas de TV é sempre um bom negócio

A oportunidade de apresentar um produto em meio à rotina de um programa de televisão parece ser uma aposta certeira, afinal, os telespectadores já estariam naturalmente interessados pelo conteúdo, bastando que a marca aparecesse para ser lembrada. Na prática não é tão simples assim. Apesar dos milhões investidos nesse tipo de propaganda, ela tende gerar uma lembrança muito pequena em seu público consumidor, que por vezes chega até mesmo a confundir com marcas concorrentes, quando questionado.

Para que a ação de merchandise seja bem sucedida é necessário que haja um envolvimento emocional constante entre a marca e a narrativa do programa, caso contrário, ela se torna um mero barulho, facilmente esquecido.

Mito 3) Imagens trágicas desestimulam comportamentos

Combater o tabagismo é uma obrigação política na maioria dos países. Faz sentido, já que essa é a terceira maior causa de mortes evitáveis no mundo. O problema é a estratégia. Vamos pegar o caso das figuras tenebrosas estampadas nas embalagens de cigarro. Ao questionar um fumante sobre a sua vontade de fumar depois de ver essas imagens, ele deverá se declarar menos motivado, afinal, essa parece ser a resposta certa. No entanto, as fotos estimulam uma região do cérebro que lida ao mesmo tempo com a estimativa de riscos e a construção de desejos: o chamado núcleo accumbens, quando exposto a tal circunstância, tende a estimular a vontade de fumar, ao invés de inibir.

Mito 4) Estatísticas são os melhores argumentos

Você já percebeu como o sofrimento de uma única pessoa pode ser mais comovente do que o massacre de centenas delas? A aparente incoerência não é culpa da mídia, mas sim da forma como o cérebro adquire as informações. O primeiro caso gera imagens e sentimentos, o segundo apresenta estatísticas. Prevalece aquele que consegue ser mais facilmente visualizado, dando pontos ao caso da "garotinha desaparecida em meio aos escombros" em detrimento aos "mais de 300 civis mortos no ataque". A publicidade que se apoia sobre números ou dados técnicos tende a ser sempre mais frágil do que aquela capaz de transmitir emoções, contrariando o mito de que conceitos objetivos (apolíneos) são os mais eficientes.

 http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/4-mitos-sobre-o-cerebro-na-publicidade/65682/

Publicado em

Os profissionais de e-mail marketing estão sempre questionando qual a taxa de abertura ideal, mas será que ela existe?

Por Sergio Rangel

Muitas vezes as pessoas me perguntam qual a taxa média de aberturas em uma campanha de e-mail marketing ou ainda quantos clicks esperar. Ao mesmo tempo em que estas duas perguntas são cotidianas, não lembro ninguém ter perguntado o quanto pode ganhar com uma ação de e-mail marketing, que deveria ser a preocupação e o objetivo principal.

Saber a abertura de uma campanha de e-mail marketing é importante sim, mas eu pergunto: “O que você espera como retorno? Qual a sua meta de vendas? O quanto essa abertura vai influenciar na sua campanha de marketing. A resposta, na maioria das vezes, é aquele silêncio perturbador.

Tenho adotado uma analogia que, percebo, faz as pessoas refletirem um pouco sobre estes desejos e expectativas sobre uma campanha de e-mail marketing e é ela que divido aqui neste espaço.

Imagine que o seu negócio é uma loja física em um shopping. A ação de e-mail marketing tem o papel de mostrar a sua loja, é como se fosse a presença dela no shopping, esse espaço tão privilegiado.

No shopping circulam pessoas que estão apenas passeando, outras foram às compras e outras estão para resolver alguma outra questão não relacionada à compra. Um percentual desse público tem potencial para tornar-se seu cliente e outros com certeza não darão a mínima para sua loja, alguns nem perceberão a presença dela. Isto explica porque a sua lista é tão importante.

As pessoas que param na frente de sua vitrine são aquelas que abriram a mensagem. Quanto melhor construída e atrativa, maior será o número de pessoas que vão notar e entrar na loja. É por isso que a sua mensagem deve ser construída na proporção certa de texto e imagem e ter um título atrativo.

As pessoas que entram na loja são aquelas que clicaram em algum dos links da mensagem, ou seja se o conteúdo da vitrine/mensagem, não for relevante o cliente pode ir embora sem chegar a conhecer melhor sua loja.  Um e-mail marketing sem links é como uma loja fechada, não leva o cliente a nenhuma ação, apenas o deixa observando a vitrine.

Para finalizar, um lojista quer mesmo é que o cliente note a loja, observe a vitrine, entre no espaço e finalize a compra. Esse é o objetivo final não só de um lojista, mas de qualquer pessoa que quer vender, seja num espaço físico ou por e-mail, então prepare o interior da sua loja, ou seja, o seu site. Se ele não for bem planejado, provavelmente o cliente irá embora sem comprar nada.

Já parou pra pensar que uma loja de jóias não precisa de muita gente circulando? Talvez a meta seja vender dois anéis de brilhante por dia. Agora pare e pense, qual a sua meta? Quantas aberturas você precisa para converter a venda? A resposta vai mostrar qual a taxa ideal para você.

Acho que isso torna mais claro o processo e os objetivos que cada métrica de e-mail marketing. Reflita qual é mais importante para você. Você está querendo fazer branding, quer apenas gerar conteúdo para seu público ou quer vender? A partir disso você pode começar a questionar qual métrica é realmente importante pra você.

Espero que a leitura deste texto faça-o pensar muito mais em resultados e estratégias do que procurar aquele número mágico de qual a taxa de abertura boa para uma campanha de e-mail marketing.

http://www.inteligemcia.com.br/70724/2012/05/07/analogia-da-taxa-de-abertura-quantas-pessoas-precisam-abrir-o-seu-e-mail-marketing/

País marcou 35,1 pontos de um total de 100 em relatório da aliança que representa empresas de software nos EUA

Entidade critica Brasil, Índia e China por políticas que ameaçariam futuro da computação em nuvem

 

DA REUTERS

Um relatório do setor de software dos EUA divulgado ontem criticou Brasil, China e Índia por políticas que diz ameaçar o futuro da computação em nuvem.

A BSA (Business Software Alliance), que representa pesos pesados do software nos EUA como a Microsoft, informou que o Brasil ficou em último lugar entre os 24 países pesquisados, com 35,1 pontos de um total de 100 possíveis, devido a políticas em áreas como livre comércio, segurança, privacidade de dados e combate a crimes de computação.

A Índia -que abriga o segundo maior setor mundial de software, inferior apenas ao dos EUA- e a China, cujo setor de tecnologia de informação e comunicações deve dobrar e movimentar US$ 389 bilhões até 2015, também ficaram entre os seis últimos colocados.

Computação em nuvem é um termo que abarca software, armazenagem, poder de processamento e outros serviços prestados via internet a clientes por centrais de dados remotas.

A demanda por software em nuvem vem subindo rapidamente porque essa abordagem permite que as empresas comecem a usar software novo mais rápido e a custo mais baixo do que o dos produtos tradicionais.

O Brasil marcou apenas 1,6 de 10 pontos possíveis quanto a políticas de combate a crimes de computação, uma área que deve se tornar um desafio cada vez maior, porque mais e mais informações estarão concentradas em grandes centrais de dados, o que as torna alvos atraentes.

O Japão teve a maior nota geral, seguido por Austrália, Alemanha e EUA.

Embora o Brasil tenha ficado em último lugar no estudo, Robert Holleyman, presidente da BSA, se declarou mais otimista quanto a reformas no país do que na China.

"Há provavelmente maior oportunidade de avanço no Brasil, se demonstrarmos as lacunas que vemos no momento", disse.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/27263-brasil-e-ultimo-em-computacao-em-nuvem.shtml

Mais de 30% das contas-correntes do país foram abertas há menos de cinco anos. Dado ilustra o aumento do poder aquisitivo das pessoas com renda familiar acima de R$ 1.024

 

Paulo Henrique Lobato Publicação: 10/10/2012 04:00

O garçom André Souza, de 23 anos, foi contratado por uma empresa de Belo Horizonte em 2011, quando migrou para a classe C, a chamada nova classe média – com renda familiar de R$ 1.024 a
R$ 2.564,99. Nesses 18 meses, ele mudou alguns hábitos de consumo, entre eles o de dar maior valor ao suado dinheiro, mas seu principal benefício foi ter acesso a conta bancária. O jovem ilustra uma pesquisa da Boa Vista Serviços, empresa de São Paulo que atua numa rede de 2,2 mil entidades representativas do varejo nacional. O estudo apurou que 31% das contas-correntes do Brasil foram abertas pelos representantes da classe C há no máximo cinco anos.

Esse percentual de novos correntistas é maior do que o das outras três faixas de prazos agrupados pela própria Boa Vista por idade das contas. Enquanto os novos correntistas da classe C representam 31%, os que abriram contas entre seis e 10 anos somam 24%. De 11 a 20 anos, 23%. O mesmo percentual para aqueles que se relacionam com as instituições financeiras há pelo menos duas décadas. O salto de 31% se deve, principalmente, ao aumento do poder aquisitivo das classes mais baixas, cujos rendimentos foram impulsionados pelo desemprego em baixa.

Proporcionalmente, o maior aumento foi notado nas classes D e E: 46% das contas correntes abertas pelos integrantes dessa faixa de renda ocorreu nos últimos cinco anos. No mesmo período, esse percentual foi de 36% entre a classe C; de 28%, na B, e de apenas 9%, na A. Para entender melhor a qual classe social o brasileiro pertence, a Boa Vista Serviços concluiu que os integrantes da A têm renda familiar de pelo menos R$ 8.418; os da B contam com rendimentos entre
R$ 2.565 e R$ 8.417,99; os da C ficam de R$ 1.024 a R$ 2.564,99; os da D variam de R$ 714 a R$ 2.564,99; e os da E de até R$ 713,99.

André, o garçom contratado há um ano e meio, passou a integrar a nova classe média em razão de o seu salário mensal (R$ 1 mil) e o de sua esposa (R$ 1,2 mil), a vendedora Ingrid Lisboa, de 21, somarem
R$ 2,2 mil. Ontem, na companhia dela e do filho, Miguel, de 9 meses, ele foi pesquisar preços de brinquedos para presentear o pequeno no Dia das Crianças. A opção dos jovens é levar algo quitado à vista ou em parcelas sem juros, pois, seguindo a cartilha do bom consumidor, evitam os acréscimos financeiros cobrados pelas operadoras. “No crédito, só em último caso”, reforça André.

FIDELIDADE O levantamento traz um dado curioso: enquanto a classe C tem, em média, 3,2 cartões de lojas (C&A, Carrefour etc); os integrantes da A têm 2,7. Por outro lado, enquanto os da A têm, em média, 3,3 cartões de crédito de banco (Bradesco, Itaú, Caixa etc), os da C possuem dois cada um. Essa diferença sugere, entre algumas análises, que os consumidores da nova classe média são mais dependentes do crédito do que os ricos. Há outras conclusões: empresas que apostam no filão do crediário próprio têm a classe média como elevadora dos lucros.

“No início, o crediário de lojas foi o responsável por levar o crédito às classes de menor renda. Há 20 anos, por exemplo, era muito raro ter cheque especial ou cartão de crédito de banco. Nos últimos anos, porém, o crédito se expandiu e chegou às classes de menor poder aquisitivo. Ou seja: é um legado, uma herança”, destacou Fernando Cosenza, diretor de Inovação e Sustentabilidade da Boa Vista Serviços. Ele acredita, contudo, que a tendência é de que as famílias com menor poder aquisitivo optem pelos cartões de bancos em razão “desse movimento de ‘bancarização’ (abertura de contas) das classes de menor renda”.

Foi o que ocorreu com a professora Sandra Ribeiro, de 33, moradora de Sabará. Ela foi contratada, há poucos meses, com salário de R$ 800. O marido dela, autônomo, recebe R$ 1 mil. Pelos cálculos da Boa Vista, o casal integra a classe D. Recentemente, ela cancelou os três cartões de loja que tinha e optou por ficar com apenas o de crédito bancário. “Não fico presa a determinadas lojas”, disse ela, fazendo questão de enfatizar que o ideal, “se possível, é pagar à vista”.

Ricos planejam mais

O planejamento do orçamento familiar entre as classes sociais mais baixas, porém, não acompanhou o mesmo ritmo do ímpeto de consumo de seus integrantes. É o que mostra parte do estudo da Boa Vista Serviços: 47% dos representantes das classes D e E não controlam seus gastos. Na C, o percentual é de 39%. Na A e na B, 31% cada um.

Resultado: o ranking de inadimplentes, quando a comparação é feita entre o próprio grupo, é liderado pelas classes com menor poder aquisitivo. Na D e E, 15% disseram que seus nomes são negativados em lista de maus pagadores durante todos os meses do ano. Na B, esse índice é de 7%. Na A, 5%.

O termo certo, defende Fernando Cosenza, diretor de Inovação e Sustentabilidade da Boa Vista Serviços, é planejamento sustentável para o crédito. No país, segundo estudo divulgado pelo SPC Brasil, o índice de inadimplência caiu 12% entre setembro e o mesmo mês de 2011.

A tendência é de que ocorram novas quedas, pois a proximidade das festas de fim de ano estimula inadimplentes a quitar dívidas em atraso para voltar a ter acesso ao crédito. Uma das fontes para limpar o nome é a primeira parcela do décimo terceiro salário, que deve ser paga até 30 de novembro. Quatro em cada 10 brasileiros de todas as classes sociais, segundo a Boa Vista, usam o pagamento adicional para quitar dívidas. (PHL).

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/economia/2012/10/10/interna_economia,53667/classe-c-com-dinheiro-no-banco.shtml

Para buscar um crescimento cada vez mais acentuado, companhias de todo o País têm valorizado e por vezes premiado seus profissionais mais produtivos. O problema é que nem todos entendem essa iniciativa muito bem. Alguns, na ânsia de alcançar as metas, passam a competir quase que individualmente, e isso, mesmo quando seu desempenho está atrelado ao de um grupo.

Insatisfação no trabalho leva milhares de pessoas a mudar os rumos profissionais. Plano B deve ser desenvolvido com planejamento e sem precipitação

As empresas estão de olhos bem abertos para inovações, concorrentes e tudo que pode fazer a empresa economizar custos fazendo mais com menos. Todos sabemos que muito tempo é com procedimentos, papéis, elaboração de propostas e atualização de planilhas, mas o que podemos fazer para economizar tempo e dinheiro?

A utilização do CRM é visto por muitas empresas como uma solução completa que vai ajudá-los a economizar tempo e dinheiro, podendo assim se dedicar mais a vender e encontrar oportunidades. Nunca podemos deixar de considerar que CRM é uma estratégia de negócio e a solução é uma parte importante do processo, mas não é o fim.

Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte Para Almeida, "falta uma cultura empresarial voltada para ganhos constantes". Durante 35 anos, o economista mineiro Emerson de Almeida esteve à frente da Fundação Dom Cabral, uma das escolas de negócios de mais prestígio no Brasil no mundo e que ajudou a fundar. Os cursos começaram em 1976 na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte, de forma improvisada: sem salas próprias, recursos ou uma equipe exclusiva de professores. Três décadas depois, a Dom Cabral passou a figurar no ranking das melhores escolas de educação executiva do jornal britânico "Financial Times" e é a mais bem colocada do ramo em toda a América Latina.

Manter o nível de resultados em um ambiente cada vez mais competitivo passou a exigir da Ancar Ivanhoe, administradora de shoppings, um controle maior sobre as prospecções e negociações em andamento na área comercial, responsável por alugar pontos comerciais e vender espaço publicitário dentro dos 20 shoppings da empresa. Isso criou a necessidade de adoção de uma solução de gerenciamento de relacionamento com os clientes (CRM).

Solução centraliza informações dos 136 profissionais de campo que atendem varejistas que comercializam produtos da empresa do mercado de tabaco.

Ninguém mais discute se as mídias sociais alteraram ou não a maneira de nos comunicarmos. A mudança é irreversível. Pessoas, empresas e até mesmo a própria imprensa estão no Facebook, Twitter, Instagram e afins para expressar o que quer que seja: opiniões, produtos, reivindicações, entre outros assuntos.

O caso mostra que às vezes é preciso abandonar um mercado seguro para investir tudo no crescimento futuro

Com um recrutamento quase paranóico, o Google contrata 16 funcionários por dia. Todos são aprovados pelos fundadores da empresa

A aguardada biografia de Warren Buffett, à qual EXAME teve acesso exclusivo, expõe a construção da maior lenda das finanças de todos os tempos. Um homem que conseguiu multiplicar a fortuna em meio às piores crises

Princípios para as melhores práticas de marketing no varejo baseiam-se no fortalecimento das relações com o cliente e na definição de estratégias focadas em ações de impacto

Classe média baixa inclui nas compras mais itens supérfluos, além de uma variedade maior e mais sofisticada de bens duráveis

O que você pode e deve aprender com Jorge Paulo Lemann, fundador do Banco Garantia, e seus inseparáveis parceiros, Beto Sicupira e Marcel Telles. Juntos, eles ergueram um império de R$ 144 bilhões. Nesse processo, criaram uma cultura corporativa revolucio

A estratégia corporativa resume o propósito, a razão de ser da organização e, por isso, precisa ser tratada com critério. Através de uma revisão teórica, os diferentes entendimentos, níveis, objetivos e relevância da estratégia são abordados, com a finali

Esse é um dos mantras que levaram a Starbucks a conquistar uma legião de seguidores, segundo o mais novo livro sobre a rede que virou fenômeno

Primeiro, dinheiro no bolso. Depois, promoção e elogio. Pesquisa exclusiva mostra o que nos motiva após um trabalho bem-feito.

Afastamento de Cássio Casseb do Pão de Açucar por não cumprir metas é sinal de amadurecimento da gestão de empresas. Comuns em mercados mais maduros, demissões por desempenho insatisfatório devem ser frequentes na opinião de analistas.

Doeu, mas funcionou O executivo Claudio Galeazzi demitiu uma média de 60 funcionários por mês no Pão de Açúcar - e o mercado está adorando

Por Carolina Meyer.

Nos últimos quatro anos, os executivos do Pão de Açúcar cultivaram com afinco o hábito de dar más notícias a seus investidores. A divulgação de resultados trimestrais transformou-se num exercício monótono de explicações e justificativas para custos altos demais, lucro abaixo do esperado e vendas estagnadas. No dia 6 de maio, porém, espera-se uma quebra na monotonia.

Falha na comunicação entre gestor e colaboradores é responsável pela falta de objetivos

<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>
Página 4 de 14

Catálogo de Serviços

Clique para ver em tela cheia

Criativa no Facebook

Receba News

Videos e Palestras

videos

Slides e Apresentações


slides

Livro: Marketing para Finanças

Voluntariado


voluntariado

Enquete

Quando você atende uma ligação por telefone, de alguém tentando vender um produto, qual sua reação imediata?
 

Acesso

Faça seu login e participe!